MORTE E CHOCOLATE
Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tenho.
Eis um pequeno fato...
Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem seus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável, Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo. [...] Sua alma estará em meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora gentilmente. [...]
A pergunta é: qual será a cor de tudo nesse momento em que chegar para buscar você? Que dirá o céu?
“Pessoalmente, gosto do céu cor de chocolate. Chocolate escuro, bem escuro. As pessoas dizem que ele condiz comigo. Mas procuro gostar de todas as cores que vejo – o espectro inteiro. Um bilhão de sabores, mais ou menos, nenhum deles exatamente igual, e um céu para chupar devagarzinho. Tira a contundência da tensão. Ajuda-me a relaxar."
Uma pequena teoria... As pessoas só observam as cores do dia que começo e no fim, mas, para mim, está muito claro que o diz se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa. Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes. Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas. No meu rumo de atividade, faço questão de notá-los.E por fim, uma menina e algumas palavras.
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