
Sinto tanta falta da cor da imprevisibilidade
do aconchego das palavras e dos gestos,
da suave inquietude que um olhar pode ter.
Sinto alta do calor do toque
e falta da coragem irrefletida
perdida na esperança ausente
dos dias que não voltam mais.
Sinto falta do que não fiz,
dos beijos e carícias que não dei,
das palavras que pereceram mudas no papel.
Sinto falta dos dias de ontem
planejando amanhãs,
das janelas que havia para abrir
e deixei fechadas
e da vida que correu
e me apanhou paranda.
Há quem viva de memórias.
Há quem morra de saudades,
como pode ter alguém saudades
de uma vida que nem sequer viveu?
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